Capta

GUIA DE ELABORAÇÃO DE
PEQUENOS PROJETOS SOCIOAMBIENTAIS
PARA ORGANIZAÇÕES DE BASE COMUNITÁRIA

Fontes de recursos para organizações de base comunitária

Fonte

Categorias

Exemplos

Estado Empresas Públicas Petrobrás, Itaipu Binacional, Companhias de abastecimento de água, Companhias de eletricidade.
Bancos estatais Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o Banco da Amazônia e o Banco do Nordeste.
Governo Governos estaduais, municipais, Ministérios, doações de apreensão da Receita Federal.
Agências Governamentais Agência Nacional de Águas, Agência Nacional de Energia Elétrica, Agência Nacional de Saúde Suplementar.
Fundos Do Meio Ambiente, de Direitos Humanos, de Direitos Difusos, estaduais de Meio Ambiente, Fundo Amazônia.
Agências Internacionais Agências bilaterais Agência de Cooperação Internacional do Japão, Itália, Alemanha, Canadá, França.
Agências multilaterais Organização dos Estados Americanos (OEA), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), União Europeia.
Organismos especializados da Organização das Nações Unidas – ONU Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Embaixadas Japão, Canadá, Noruega, Austrália.
Fundações internacionais Fundação Interamericana, “Foundation Center”, “International Partnership for Human Development”, “European Foundation Center”.
Iniciativa privada Empresas privadas Diversas empresas por meio de ações de responsabilidade socioambiental, de compensação ambiental ou de ajustamento de conduta.
Bancos Bradesco, Itaú, HSBC.
Fundações Banco do Brasil, O Boticário, Ayrton Senna, Semear.
Organizações Não Governamentais Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), Fundo Socioambiental CASA, Instituto Ethos, Fundo DEMA, Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE).
Indivíduos (pessoa física) Doações, heranças, crowdfunding, rifas, participação em eventos para arrecadação.

É importante pensar que tipo de apoio seu projeto precisa e entender como funcionam essas fontes de recursos. O apoio a projetos geralmente está associado a alguma linha programática, como saúde, educação, gênero, juventude, desenvolvimento socioambiental, água, biodiversidade, geração de renda etc. Tais programas atendem a determinadas áreas geográficas e preocupam-se com determinados resultados e impactos.

Em grande parte dos casos, o apoio se dá por meio de um edital, no qual uma proposta de projeto é encaminhada para concorrência. Neste caso, o projeto deve ser escrito seguindo um roteiro ou formulário disponibilizado pela chamada e encaminhado dentro do prazo estabelecido. Em outros casos, o financiador está sempre aberto ao recebimento de propostas, o que é chamado de “demanda espontânea”.

É importante enfatizar que para a realização das ações comunitárias, muitas vezes não é necessário ir atrás de recursos, escrever projetos e encontrar um financiador. Ideias criativas podem oferecer fontes de financiamento mais ao seu alcance. Existem muitas fontes de financiamento alternativas que as comunidades podem utilizar e é bem provável que sua organização já tenha recorrido a alguma dessas. Veja alguns exemplos.

  • Participação em prêmios;
  • Realização de bingos, rifas e leilões;
  • Realização de eventos como almoços beneficentes, festas, jogos esportivos e gincanas;
  • Caixinha de doação;
  • Taxa anual de associados;
  • Financiamento coletivo (crowdfunding).

Veja também:


QUADRO DE OPORTUNIDADES

Editais e oportunidades de financiamento para projetos:
  • Edital Rede Memória Viva

    Iniciativa Viva Pequena África

    A Iniciativa Viva Pequena África lançou o edital de adesão à Rede Memória Viva e selecionará ações voltadas à valorização, preservação e difusão da memória e do patrimônio cultural africano e afro-brasileiro. A Rede busca mapear e fortalecer os territórios de memória africana no Brasil. Além disso, pretende ampliar a visibilidade e a articulação dessas iniciativas no Brasil e no exterior.

    Podem participar organizações da sociedade civil, associações, coletivos regularizados, cooperativas, quilombos e iniciativas comunitárias. Também podem participar pessoas jurídicas de direito público ou privado, com ou sem fins lucrativos. As iniciativas devem comprovar atuação em territórios representativos da herança cultural africana no Brasil.

    A adesão à Rede não possui caráter competitivo e não estabelece limite de participantes. Para participar, a iniciativa deve apresentar pelo menos três elementos relacionados à memória afro-brasileira. Entre eles estão referências culturais, históricas, espirituais, naturais, arquitetônicas, arqueológicas e de resistência.

    O edital selecionará até quatro ações, com uma ação por território. As propostas devem atuar nas áreas de arquitetura, interpretação do patrimônio e/ou museologia. Nesse caso, a Rede apoiará o desenvolvimento de projetos técnicos e conceituais. Entretanto, o edital não oferece recursos financeiros para a execução das ações. O objetivo é qualificar as propostas e facilitar futuras captações de recursos.

    As organizações participantes receberão o selo Rede Memória Viva e integrarão o mapa digital da iniciativa. Além disso, terão acesso a capacitações, intercâmbios, compartilhamento de experiências e oportunidades de articulação. Dessa forma, a participação poderá ampliar a visibilidade dos territórios em âmbito nacional e internacional.

    O edital possui abrangência nacional e busca identificar e articular territórios brasileiros relacionados à memória, ao patrimônio e à herança cultural africana e afro-brasileira.

    As inscrições estão abertas até o dia 03 de outubro de 2026.

    Região: Nacional

    Inscrições até: 03/10/2026

    Edital: Edital Rede Memória Viva

  • Territórios + Fortes

    OMNIA Data Centers 

    O Programa Territórios + Fortes apoia projetos comunitários que contribuam para o desenvolvimento econômico, social, ambiental e tecnológico dos territórios. Além disso, busca fortalecer organizações locais e soluções construídas a partir das necessidades e potencialidades das próprias comunidades.

    A iniciativa apoiará até 5 projetos, com um investimento total de R$ 50 mil. Cada proposta poderá receber até R$ 10 mil, conforme a avaliação, o  potencial de impacto e a viabilidade financeira do projeto.

    Os projetos devem se enquadrar em pelo menos um dos 4 eixos do programa: geração de renda, meio ambiente, diversidade e inclusão e inovação e tecnologia. Entre as ações apoiadas estão o empreendedorismo, agricultura familiar, educação ambiental, adaptação climática, inclusão social, direitos humanos, inclusão digital e inovação social.

    Podem participar associações e cooperativas comunitárias, escolas públicas, entidades representativas de Povos Originários e Comunidades Tradicionais e coletivos comunitários, desde que estes últimos tenham uma associação parceira responsável pela gestão financeira.

    O edital preve uma ação afirmativa para os Povos Originários, destinando preferencialmente 30% dos recursos disponíveis a representantes indígenas Anacé do entorno do Data Center Pecém.

    O programa possui abrangência local e contempla projetos realizados em Caucaia e São Gonçalo do Amarante, no Ceará. Comunidades próximas às áreas de influência do empreendimento também poderão participar, mediante avaliação técnica.

    As inscrições estão abertas até o dia 26 de setembro de 2026.

    Região: Caucaia e São Gonçalo do Amarante (CE).

    Inscrições até: 26/09/2026

    Edital: Territórios + Fortes 


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