Capta

GUIA DE ELABORAÇÃO DE
PEQUENOS PROJETOS SOCIOAMBIENTAIS
PARA ORGANIZAÇÕES DE BASE COMUNITÁRIA

Plano de trabalho

Pergunta-chave:

Quais os passos necessários para o alcance de cada objetivo específico?

As atividades consistem em todos os passos necessários para atingir os objetivos específicos do projeto. A atividade é uma ação concreta que deverá ser realizada durante o período de execução do projeto.

Neste momento é importante pensar na equação:

$$$ + Tempo + pessoas = execução da atividade

Ou seja, proponha atividades que caibam dentro do orçamento, do limite de tempo e da capacidade de execução das pessoas envolvidas. Muita atenção neste momento para que a organização não dê um passo maior que as pernas.

O Plano de Trabalho é um quadro que sintetiza a parte operacional do projeto. Apesar deste quadro não ser solicitado em todos os editais, ele pode ser muito útil na execução do projeto, podendo ser elaborado independentemente da exigência do financiador. Pode ser usado inclusive para o planejamento da organização e monitoramento do projeto.

Para preencher o plano de trabalho você deve repetir as informações dos objetivos específicos apresentados, ou seja, eles devem ser listados com as respectivas atividades que serão realizadas. Na coluna referente aos recursos, deve ser colocado o que será necessário, sem muito detalhamento, o que deverá ser feito no orçamento. Na coluna “prazo” deve-se apresentar o prazo para a execução da atividade.

Já na coluna “responsáveis” você deve completar com o nome e/ou o cargo da pessoa responsável pela atividade. Caso ainda não saiba quem será, coloque o perfil desta pessoa. Se escolhida desde o início do planejamento ela terá tempo para se preparar para a ação, quando o projeto for aprovado. É necessário que seja, de preferência, uma pessoa ou um grupo pequeno que tenha disponibilidade e comprometimento.

Pode ser que a atividade seja realizada por várias pessoas, neste caso é importante definir uma pessoa que lidere, que será a responsável por formar a equipe, fazer os preparativos, mobilizar as pessoas que participarão e tomar outras providências necessárias. Muitas vezes confiar que todos irão realizar a atividade pode resultar que ninguém a faça. Para ilustrar a situação veja esta história.

Esta é uma história de quatro pessoas:
TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM e NINGUÉM.

Havia um trabalho importante a ser feito e TODO MUNDO tinha certeza de que ALGUÉM o faria. QUALQUER UM poderia tê-lo feito, mas NINGUÉM o fez. ALGUÉM se zangou porque era um trabalho de TODO MUNDO. TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM imaginou que TODO MUNDO deixasse de fazê-lo.

Ao final, TODO MUNDO culpou ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito”.

Portanto, mesmo que seja uma atividade em que todo mundo participe, lembre de colocar uma pessoa responsável para que a atividade realmente aconteça!

Algumas atividades podem ser feitas pela comunidade sem a ajuda de pessoas de fora. Outras podem precisar de assessoria técnica ou apoio para transporte, equipamentos, locação de espaço, máquinas etc. Neste último caso, é importante prever quem serão os parceiros. Ao prever essas parcerias é necessário analisar quais são as necessidades e quais pessoas ou organizações podem efetivamente contribuir.

Como o Plano de Trabalho sintetiza seu projeto, antes de enviar, verifique se todas as atividades que aparecem ao longo da proposta estão listadas no plano e também se estão contempladas no orçamento.

Modelo de Plano de trabalho

Nome do projeto:
Objetivo Geral: Pra quê?
Objetivos específicos:
Pra quê?
Atividades:
O quê?
Recursos:
Com o quê?
Prazo:
Quando?
Responsáveis:
Quem?
Parceiros:
Com quem?

Materiais de referência:

Sobre a importância do planejamento das ações, veja este vídeo:



 


Veja também:


QUADRO DE OPORTUNIDADES

Editais e oportunidades de financiamento para projetos:
  • Juventudes e Justiça Climática – Apoio a Soluções lideradas por Juventudes Periféricas e de Comunidades Tradicionais

    Chamada Juventudes e Justiça Climática 2026

    A chamada do Fundo Casa Socioambiental apoia soluções climáticas lideradas por jovens de periferias urbanas, rurais e comunidades tradicionais. Além disso, a iniciativa busca fortalecer o protagonismo juvenil na construção de respostas locais aos impactos da crise climática em todo o Brasil.

    Nesse sentido, o edital financia projetos em quatro linhas principais: fortalecimento institucional, articulação em rede, comunicação comunitária e educação ambiental. Dessa forma, apoia ações de gestão e governança, incidência política, produção de narrativas sobre justiça climática e mobilização de jovens em seus territórios.

    O programa disponibiliza R$ 1,92 milhão. Além disso, apoiará até 32 projetos, com financiamento de até R$ 60 mil por iniciativa. Os recursos serão liberados em duas etapas. Primeiramente, o Fundo Casa repassará 90% do valor aprovado. Posteriormente, os 10% restantes serão liberados após a aprovação da prestação de contas final.

    Podem participar organizações sem fins lucrativos lideradas majoritariamente por jovens de 18 a 29 anos e com atuação em causas relacionadas à juventude e ao clima. Além disso, grupos sem CNPJ também podem concorrer por meio de uma organização parceira legalmente constituída.

    O edital prioriza projetos com forte participação comunitária, atuação em territórios vulneráveis a eventos climáticos extremos e protagonismo de jovens de comunidades tradicionais e periferias. Também receberão atenção especial propostas que promovam a participação de mulheres periféricas e de pessoas trans, intersex e não binárias em espaços de decisão.

    Os projetos terão duração de até 12 meses. Além disso, as organizações selecionadas deverão participar de oficinas online de fortalecimento de capacidades sobre gestão financeira, prestação de contas e atuação em rede.

    O edital abrange todo o território nacional. As inscrições estão abertas até o dia 30 de junho de 2026.

    Região: Nacional

    Inscrições até: 30/06/2026

    Edital: Juventudes e Justiça Climática – Apoio a Soluções lideradas por Juventudes Periféricas e de Comunidades Tradicionais 

  • Edital iCS nº 05/2026 – Soluções de Adaptação Climática Baseada em Territórios e Comunidades

    Instituto Clima e Sociedade (iCS)

    O Edital iCS nº 05/2026 apoia projetos de adaptação às mudanças climáticas liderados por comunidades vulneráveis. Além disso, a iniciativa busca fortalecer a resiliência climática por meio de soluções participativas, territorializadas e com potencial de replicação.

    Nesse sentido, o edital incentiva ações voltadas ao enfrentamento de ondas de calor, secas prolongadas, inundações, deslizamentos e incêndios florestais. Também valoriza projetos que fortaleçam a governança comunitária, promovam capacitação local e utilizem Soluções Baseadas na Natureza (SbN).

    O programa disponibiliza R$ 4 milhões. Além disso, cada organização poderá solicitar entre R$ 200 mil e R$ 700 mil para executar projetos com duração de até 18 meses.

    Podem participar organizações da sociedade civil e associações comunitárias com CNPJ ativo. No entanto, universidades e instituições públicas de pesquisa podem atuar apenas como parceiras técnicas dos projetos.

    Além disso, as propostas devem garantir protagonismo comunitário e beneficiar comunidades indígenas, quilombolas, rurais, urbanas periféricas ou costeiras em situação de vulnerabilidade socioeconômica e climática.

    A seleção avaliará impacto climático, participação comunitária, viabilidade técnica, potencial de replicação e contribuição para o fortalecimento da resiliência dos territórios atendidos.

    O edital abrange comunidades localizadas em Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraíba e Pernambuco. As inscrções estão abertas até o dia 01 de julho de 2026.

    Região: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraíba e Pernambuco

    Inscrições até: 01/07/2026

    Edital: Edital iCS nº 05/2026 – Soluções de Adaptação Climática Baseada em Territórios e Comunidades


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