Capta

GUIA DE ELABORAÇÃO DE
PEQUENOS PROJETOS SOCIOAMBIENTAIS
PARA ORGANIZAÇÕES DE BASE COMUNITÁRIA

Análise de riscos

Perguntas-chave:

O que pode dar errado na execução do projeto?

O que pode ser feito para reduzir os riscos?

O que será feito caso algo não funcione como previsto?

Algumas chamadas apresentam um item chamado análise de riscos. Neste local, devem ser descritos os riscos, ou seja, os acontecimentos que podem comprometer o bom andamento do projeto, buscando identificar seu IMPACTO (se ocorrer, afeta muito ou pouco o projeto) e sua PROBABILIDADE (se é bem provável ou pouco provável acontecer). Em geral, junto com os riscos são apresentadas estratégias para minimizá-los, que inclusive já podem fazer parte do plano de trabalho do projeto.

Veja um exemplo:

“Alguns riscos podem comprometer a recuperação da nascente prevista no projeto. O principal deles é relacionado à sobrevivência das mudas que serão plantadas, para tanto, está previsto o monitoramento das mudas durante dois anos após o plantio, com reposição de até 30% das mudas, além de coroamento das mudas, cobertura do solo e manejo de pragas, caso necessário. Outro fator de risco refere-se ao maquinário prometido pela prefeitura para a abertura das covas para o plantio. Para garantir que seja de fato disponibilizado, foi feito um acordo de parceria, formalizado por documento (que se encontra em anexo na proposta). Além desses, há o risco de pisoteio das áreas em recuperação pelo gado, neste sentido, até que possamos cerca-la, será colocada uma placa no acesso da nascente com orientações e os moradores serão orientados a não levar o gado para a área.”

A análise de riscos pode ser feita com base no seguinte pensamento:

Análise de riscos
(clique na imagem para ampliar)

Muitas vezes, quem elabora a proposta acha que dizer que o projeto não tem riscos demonstra que o projeto é bom. No entanto, isso é um engano, pois pode demonstrar certa fragilidade, já que não há clareza sobre as ameaças que o projeto pode sofrer, sem condições de prevenção ou estratégia para superá-las.


Veja também:


QUADRO DE OPORTUNIDADES

Editais e oportunidades de financiamento para projetos:
  • 47º Edital – Fundo Ecos – TICCAs

    Instituto Sociedade População e Natureza

    O 47º Edital – Fundo Ecos – TICCAs, lançado pelo Instituto Sociedade População e Natureza (ISPN), tem como objetivo fortalecer a segurança alimentar e a governança de territórios e áreas conservadas por comunidades tradicionais, indígenas e locais (TICCAs) em paisagens prioritárias dos biomas Cerrado e Caatinga.

    As propostas devem se enquadrar em linhas temáticas como produção sustentável, segurança alimentar e tecnologias sociais, além de gestão territorial, fortalecimento organizacional e incidência política, com protagonismo de mulheres e/ou jovens.

    O edital disponibiliza um total de R$ 1.300.000, com apoio máximo de R$ 130.000 por projeto.

    A abrangência inclui territórios específicos nos estados do Piauí, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Bahia, contemplando municípios como Pedro II, Balsas, Dourados e Barreiras, entre outros listados no edital.

    As inscrições podem ser realizadas até 27 de abril de 2026.

    Região: territórios específicos nos estados do Piauí, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Bahia, contemplando municípios como Pedro II, Balsas, Dourados e Barreiras, entre outros

    Inscrições até: 27/04/2026

    Edital: 47º Edital – Fundo Ecos – TICCAs 

  • Clima na Economia: Integrando a questão climática à agenda econômica

    Edital iCS 2026 – Clima na Economia

    O edital do Instituto Clima e Sociedade (iCS) apoia projetos de pesquisa aplicada que integrem economia e mudanças climáticas. Além disso, tem como foco gerar evidências, ferramentas e recomendações que apoiem decisões públicas e privadas. Dessa forma, busca fortalecer a produção de conhecimento prático e ampliar o uso de dados na formulação de políticas, estratégias empresariais e investimentos.

    As propostas devem produzir resultados aplicáveis, como notas técnicas, ferramentas analíticas e subsídios para políticas públicas. Assim, contribuem para a transição para uma economia de baixo carbono e mais resiliente.

    Podem participar organizações da sociedade civil, instituições de pesquisa e grupos de pesquisa com experiência comprovada. Para isso, o coordenador do projeto deve ter formação compatível e pelo menos 5 anos de experiência. Por outro lado, não podem participar empresas com fins lucrativos ou organizações governamentais (exceto instituições de ensino e pesquisa).

    O edital apoiará projetos nas áreas de adaptação climática, macroeconomia, microeconomia e finanças públicas relacionadas ao clima. Nesse sentido, busca integrar diferentes dimensões da economia à agenda climática.

    Serão selecionados projetos que receberão até R$ 500 mil cada, com duração de até 24 meses. No total, o edital disponibiliza R$ 2,5 milhões.

    A abrangência é nacional. As inscrições para a primeira etapa vão até 08 de abril de 2026.

    Região: Nacional

    Inscrições até: 08/04/2026

    Edital: Clima na Economia: Integrando a questão climática à agenda econômica


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