Capta

GUIA DE ELABORAÇÃO DE
PEQUENOS PROJETOS SOCIOAMBIENTAIS
PARA ORGANIZAÇÕES DE BASE COMUNITÁRIA

Etapas

Os passos para a realização de um diagnóstico participativo são:

1º Monte uma equipe

A equipe geralmente é pequena, formada por pelo menos três pessoas dispostas a dialogar, podendo incluir pessoas de fora da comunidade, com a ressalva de que haja alguém conhecido pela comunidade.

2º Planeje o seu diagnóstico

Faça um planejamento básico, defina um roteiro para a realização do diagnóstico, veja que materiais ou estruturas irá precisar, planeje como irá registrar o processo e divida as funções com a equipe.

É importante verificar quais das ferramentas de diagnóstico são mais indicadas para os aspectos que se pretende diagnosticar e se possível, utilize mais de uma ferramenta para obter dados de diferente formas.

3º Realize o diagnóstico

A essência do diagnóstico é o diálogo. O diagnóstico pode ser realizado junto a cada família e/ou no coletivo. Essa conversa pode ser estimulada a partir de uma reunião, uma caminhada, ou pela confecção de um mapa da propriedade ou da comunidade.

4º Sistematize o resultado do diagnóstico

Sistematizar significa organizar as informações, reunindo-as conforme categorias, temas. Após coletar um monte de dados, é chegada a hora de juntá-los, de forma que representem a riqueza de informações, de maneira simples, objetiva e clara. Ao final, elabore com este material sistematizado o relatório do diagnóstico.

5º Apresente o resultado para a comunidade

As informações levantadas e organizadas devem ser apresentadas em reunião comunitária para que possam ser discutidas com a comunidade. O próximo passo é pensar onde se pretende chegar e que ações podem ser realizadas para transformar a realidade. Esse processo é o planejamento.

6º Tomem decisões e planejem as ações de forma coletiva

Este é o momento de planejar as ações. Para esta etapa, pode ser feito um plano de trabalho, pensando em todas as atividades que a comunidade deverá empreender em resposta aos problemas e dificuldades priorizados no processo de diagnóstico.

Ao fim, pode-se fazer uma escolha coletiva da ordem que irão realizar as ações propostas, levando também em consideração os recursos disponíveis e as oportunidades em vista. Neste momento, a ideia de realizar um projeto específico pode ser definida, com seus respectivos objetivos e atividades.


Veja também:


QUADRO DE OPORTUNIDADES

Editais e oportunidades de financiamento para projetos:
  • 47º Edital – Fundo Ecos – TICCAs

    Instituto Sociedade População e Natureza

    O 47º Edital – Fundo Ecos – TICCAs, lançado pelo Instituto Sociedade População e Natureza (ISPN), tem como objetivo fortalecer a segurança alimentar e a governança de territórios e áreas conservadas por comunidades tradicionais, indígenas e locais (TICCAs) em paisagens prioritárias dos biomas Cerrado e Caatinga.

    As propostas devem se enquadrar em linhas temáticas como produção sustentável, segurança alimentar e tecnologias sociais, além de gestão territorial, fortalecimento organizacional e incidência política, com protagonismo de mulheres e/ou jovens.

    O edital disponibiliza um total de R$ 1.300.000, com apoio máximo de R$ 130.000 por projeto.

    A abrangência inclui territórios específicos nos estados do Piauí, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Bahia, contemplando municípios como Pedro II, Balsas, Dourados e Barreiras, entre outros listados no edital.

    As inscrições podem ser realizadas até 27 de abril de 2026.

    Região: territórios específicos nos estados do Piauí, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Bahia, contemplando municípios como Pedro II, Balsas, Dourados e Barreiras, entre outros

    Inscrições até: 27/04/2026

    Edital: 47º Edital – Fundo Ecos – TICCAs 

  • Clima na Economia: Integrando a questão climática à agenda econômica

    Edital iCS 2026 – Clima na Economia

    O edital do Instituto Clima e Sociedade (iCS) apoia projetos de pesquisa aplicada que integrem economia e mudanças climáticas. Além disso, tem como foco gerar evidências, ferramentas e recomendações que apoiem decisões públicas e privadas. Dessa forma, busca fortalecer a produção de conhecimento prático e ampliar o uso de dados na formulação de políticas, estratégias empresariais e investimentos.

    As propostas devem produzir resultados aplicáveis, como notas técnicas, ferramentas analíticas e subsídios para políticas públicas. Assim, contribuem para a transição para uma economia de baixo carbono e mais resiliente.

    Podem participar organizações da sociedade civil, instituições de pesquisa e grupos de pesquisa com experiência comprovada. Para isso, o coordenador do projeto deve ter formação compatível e pelo menos 5 anos de experiência. Por outro lado, não podem participar empresas com fins lucrativos ou organizações governamentais (exceto instituições de ensino e pesquisa).

    O edital apoiará projetos nas áreas de adaptação climática, macroeconomia, microeconomia e finanças públicas relacionadas ao clima. Nesse sentido, busca integrar diferentes dimensões da economia à agenda climática.

    Serão selecionados projetos que receberão até R$ 500 mil cada, com duração de até 24 meses. No total, o edital disponibiliza R$ 2,5 milhões.

    A abrangência é nacional. As inscrições para a primeira etapa vão até 08 de abril de 2026.

    Região: Nacional

    Inscrições até: 08/04/2026

    Edital: Clima na Economia: Integrando a questão climática à agenda econômica


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