Um projeto pode ser fruto de um sonho, pode nascer de uma inquietação, da percepção de problemas ou de algo que te incomode na realidade e que, portanto, precisa de soluções para melhorar.
O desafio é conseguir transformar as ideias em ações, fazendo acontecer na prática aquilo que se sonha melhorar.
Este site apresenta um passo a passo para a elaboração de pequenos projetos socioambientais. Ele é voltado, principalmente, a organizações de base comunitária, formadas por agricultores familiares e povos e comunidades tradicionais, que buscam melhorar a qualidade de vida das pessoas por meio da conservação e do uso sustentável da biodiversidade.
Estamos falando em ações feitas pela comunidade e para a comunidade. Ou seja, projetos em que as bases estão envolvidas em todas as etapas, desde a concepção e planejamento, ao envio da proposta aos financiadores.
O site apresenta de maneira dinâmica o conteúdo do Guia de elaboração de pequenos projetos socioambientais para organizações de base comunitária lançado pelo Instituto Sociedade, População e Natureza – ISPN, com apoio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade – Funbio, por meio da chamada de projetos do Acordo “Tropical Forest Conservation Act” (Acordo TFCA).
O guia completo pode ser baixado gratuitamente no link abaixo:
Estamos sempre publicando aqui no site editais abertos para o financiamento de projetos nas temáticas socioambientais. Você pode ver uma amostra desses editais no lado direito do site, no quadro de Oportunidades.
Para ver a página completa e acessar todos os editais publicados, clique em *veja mais oportunidades. E se desejar receber editais por e-mail, basta cadastrar seu endereço no quadro ao lado.
Projetos Ecossociais?
Com o intuito de ajudar pessoas ou organizações comunitárias interessadas em desenvolver projetos com impactos sociais e ambientais, foi criada essa série com cinco animações que irão abordar desde o conceito até a elaboração dos projetos ecossociais. O conteúdo abordado pode ser aplicado em qualquer região do Brasil e vem também para estimular e valorizar essas iniciativas.
“Essa série aparece para dar visibilidade aos esforço de iniciativas que já acontecem no país e para que as organizações comunitárias se empoderem cada vez mais e possam acessar mais recursos para desenvolverem seus projetos. É um convite para a sociedade se somar a essas ações e tomar consciência da força de mudança que essas iniciativas possuem”, conta a assessora técnica do ISPN, Isabella Ferreira.
Neste primeiro episódio da série explicamos o que é um projeto ecossocial e a sua importância para o desenvolvimento ambiental e social, trazendo o exemplo prático de uma iniciativa no Sertão pernambucano.
Editais e oportunidades de financiamento para projetos:
Prêmio iCS-ANPEC de Economia e Clima – Edição 2026
Instituto Clima e Sociedade (iCS) e ANPEC
O Prêmio iCS–ANPEC de Economia & Clima reconhece estudos acadêmicos que contribuam para o avanço do conhecimento sobre economia e mudanças climáticas. Além disso, a iniciativa busca estimular pesquisas com potencial para subsidiar políticas públicas e fortalecer o debate sobre a transição para uma economia de baixo carbono.
Nesse sentido, o edital contempla publicações científicas relacionadas aos temas prioritários definidos pela premiação. Além disso, os estudos serão avaliados com base na relevância para políticas públicas, qualidade metodológica, clareza da redação e potencial de impacto.
O programa premiará três publicações, com valores de R$ 20 mil para o primeiro lugar, R$ 10 mil para o segundo e R$ 5 mil para o terceiro. Além disso, a Comissão Avaliadora poderá conceder menções honrosas a outros estudos de destaque.
Podem participar pesquisadores com título de doutorado e vínculo com uma Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT) brasileira. Além disso, cada participante poderá inscrever até três publicações, sendo uma por tema prioritário, desde que atendam aos critérios de elegibilidade do edital.
A premiação possui abrangência nacional, contemplando pesquisadores vinculados a instituições brasileiras de ensino e pesquisa. Dessa forma, busca incentivar a produção científica de excelência sobre economia e clima em todo o país.
Por fim, as 150 primeiras publicações elegíveis serão encaminhadas para avaliação técnica. Além disso, o resultado será divulgado em 23 de novembro de 2026, e a cerimônia de premiação ocorrerá durante o 54º Encontro Nacional de Economia da ANPEC, em Foz do Iguaçu (PR).
Edital de Chamamento Público – Fundo Amazônia Indígenas
Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
O presente Edital de Chamamento Público tem como objetivo selecionar organizações da sociedade civil para ampliar o acesso à água potável em aldeias indígenas da Amazônia Legal. Além disso, a iniciativa busca promover segurança alimentar, saúde, inclusão social e melhoria da qualidade de vida por meio da implantação de tecnologias sociais de abastecimento de água.
Nesse sentido, o edital apoia projetos de instalação de cisternas, sistemas pluviais, microssistemas de abastecimento e outras tecnologias adaptadas às realidades dos territórios indígenas. Além disso, as propostas devem incluir mobilização comunitária, capacitação, monitoramento e gestão participativa das tecnologias implantadas.
O programa conta com R$ 150 milhões para ampliar o acesso à água em terras indígenas da Amazônia. Ao todo, a iniciativa beneficiará 351 aldeias, beneficiando aproximadamente 20,8 mil indígenas e 4.417 domicílios. Além disso, os projetos poderão ter duração de até 36 meses.
Podem participar Organizações da Sociedade Civil (OSC) e OSCIPs habilitadas no Transferegov.br, com experiência na execução do Programa Cisternas e capacidade técnica, operacional e financeira para implementar os projetos e prestar contas ao BNDES e ao MDS.
Além disso, o edital contempla aldeias indígenas localizadas nos estados do Acre, Amazonas e Pará, priorizando territórios com maior vulnerabilidade hídrica e social definidos em conjunto com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI).
Por fim, a seleção avaliará a qualidade técnica das propostas, a capacidade institucional das organizações e o potencial de impacto social dos projetos. Dessa forma, busca ampliar o acesso à água segura e fortalecer a autonomia das comunidades indígenas atendidas.